Autoridades assinaram um protocolo para desenvolver parcerias que beneficiem as duas cidades.
As cidades de Belo Horizonte (MG) e Newark (NJ) começaram um novo ciclo de cooperação. Na terça-feira, 8, o prefeito Fernando Pimentel assinou um protocolo formalizando o desenvolvimento de ações conjuntas pelos dois municípios, que são cidades-irmãs desde 2006. Em diversas reuniões com empresários, representantes governamentais e parlamentares, o prefeito discutiu futuras parcerias e projetos de cooperação.
Um vôo direto entre Newark e Belo Horizonte, o credenciamento de hospitais da capital mineira para tratamento de americanos - parte do programa de Turismo de Saúde em implementação pela Belotur - além de uma colaboração entre as duas prefeituras no âmbito das Parcerias Público-Privadas (PPP), prática comum nos Estados Unidos, estão entre as possíveis parcerias. As alternativas foram tratadas pelo prefeito em mesa-redonda com os principais empresários da cidade.
Uma das definições foi a visita a Belo Horizonte, nos próximos meses, de uma missão de autoridades e empresários de Newark para conhecer a cidade e manter contatos com o empresariado local. A exemplo da cooperação mantida com outras metrópoles, como Buenos Aires, capital argentina, foram iniciados entendimentos para a realização de uma semana de Belo Horizonte em Newark ainda em este ano.
A solenidade de assinatura do protocolo teve a participação de autoridades locais , como os vereadores Luís Quintana e Augusto Amador, responsáveis pelo processo de irmanamento na cidade americana, e o xerife Armando Fontoura.
Revitalização
Antes das reuniões, o prefeito visitou pontos importantes da cidade de Newark para conhecer o projeto Renascimento, que reúne esforços do Poder Público e da iniciativa privada para revitalizar a área central. O empresário Marc Berson foi o anfitrião da comitiva - composta ainda pelo secretário adjunto de Relações Internacionais, Rodrigo Perpétuo, e pelo assessor especial Leonardo Guerra - a pedido do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel.
O marco inicial do projeto foi a construção do New Jersey Performing Arts Center, um complexo para exibições artísticas composto por um grande teatro com capacidade para 2.700 pessoas, salas de exibição, galerias de arte, restaurantes e espaço para eventos, erguido com investimentos de US$ 180 milhões, a maior parte proveniente de doações de empresas locais.
A comitiva brasileira seguiu para a cidade de Ann Arbour, no Michigan, onde o prefeito ministrou uma palestra sobre o modelo de urbanização de favelas de Belo Horizonte, consolidado no programa Vila Viva, a convite do Departamento de Estudos para a América Latina e Caribe da Universidade de Michigan, considerada uma das cinco melhores dos Estados Unidos.