Fonte: Agências Internacionais
Na última semana, grupos religiosos de cinco cidades americanas – Nova York, Los Angeles, San Diego, Chicago e Seattle – lançaram o Movimento Novo Santuário. O objetivo do grupo, que é composto por católicos, protestantes, mulçumanos e judaicos, é amparar imigrantes ameaçados de deportação e, com isso, pressionar o Congresso para que seja aprovada uma reforma migratória justa e humanitária.
No ano passado, foram deportadas dos Estados Unidos 221.664 pessoas, 37 mil a mais que em 2005. O número é resultado da política adotada pelo governo federal para mandar de volta aos seus países de origem os imigrantes que têm ordem de deportação expedida ou que estejam trabalhando sem permissão.
Com o intuito de diminuir essas estatíscas, os grupos religiosos prometem oferecer apoio espiritual, moral, material e legal a quem receber ordem de deportação. Também vão dar abrigo àqueles que podem ser separados de suas famílias ao serem mandados de volta aos seus países. Para os religiosos, esses atos não são ilegais.
“Para nós, santuário é um ato radical de hospitalidade. É a boa-vinda ao estranho que é como nós, o estranho que é nosso vizinho, nosso amigo”, disse o Rabino Michael Feinberg, da Coalisão Greater New York Labor-Religion. “Nós queremos dar uma face humana à complexa lei de imigração e despertar consciência sobre o espírito humano”, completou o padre Richard Estrada, da igreja Our Lady Queen of Angels Catholic, de Los Angeles.
Para divulgar o movimento, o grupo colocou anúncios em jornais de Washington D.C. pedindo que o governo “adote leis que garantam o fortalecimeno humanitário da fronteira, a reunificação da família, oportunidades de emprego e um caminho para a cidadania”.
Os líderes do movimento não acreditam que os agentes federais farão prisões dentro das igrejas. Em entrevista ao jornal The Boston Globe, a porta voz da ICE, Virginia Kice, se recusou a falar se os agentes federais farão operações dentro das igrejas, apesar de ter enfatizado que a ICE pode prender qualquer um que viole as leis de imigração.
Grupos anti-imigrantes chamaram o movimento de um “erro”. “Os grupos religiosos não parecem perceber que estão fazendo caridade com os recursos de outras pessoas, e isso não é caridade, disse Ira Mehlman, da Federação Americana pela Reforma Imigratória.