Fonte: Agência BR NEWS Da Redação
A cantora Rose Max está celebrando a música brasileira no espetáculo “As Cantoras do Brasil, Ontem e Hoje, by Rose Max”. A estréia aconteceu em janeiro no Broward Center for the Performing Arts, em Fort Lauderdale, e agora pecorrerá o país apresentando sucessos das grandes "Divas" da música brasileira, que fizeram história nos últimos 75 anos.
O show também marca a gravação do primeiro DVD de um artista brasileiro radicado nos Estados Unidos a ser lançado em circuito comercial. “Há anos eu venho desejando fazer algo específico com um tema da MPB, um projeto que seja musical e cultural num sentido de resgate de nossa história. Parece que todos as energias positivas se agregaram nesse momento, com uma equipe sensacional para tornar esse sonho antigo em realidade”, diz a cantora que conta com o apoio das produtoras ACM e PMM.
No repertório do show estão músicas que fizeram história na voz de Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Elis Regina, Gal Costa, Marisa Monte, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, além de muitas outras cantoras de talento inquestionável. Nesta entrevista, Rose Max conta um pouco sobre sua carreira e sobre esse projeto de grande valia para a valorização da música brasileira nos Estados Unidos.
Como surgiu a idéia do show e a escolha do repertório?
Rose Max - Eu e o jornalista Carlos Borges (diretor geral do show) sempre tivemos muita vontade de trabalhar juntos. Um belo dia, nos reunimos com Ramatis Moraes - o diretor musical do show, meu cúmplice de palco e de vida há mais de 20 anos, e, depois de quase 6 horas de um "brain storm" regado a muito papo, muito riso (bom humor é imprescindível!) e muita música, nasceu o espetáculo "As cantoras do Brasil, Ontem e Hoje by Rose Max". Para nós, o mais difícil foi, sem dúvida alguma, definir quais cantoras seriam homenageadas. De quase 40 nomes, tivemos que filtrar, filtrar (com muita pena!) até chegarmos às 14 homenageadas.
Como se deu o início de sua carreira?
Rose Max - Desde criança, sempre gostei de cantar. A frase que mais ouvi na infância foi: "Cala a boca, menina!! Pare de cantar!!!" Pois eu vivia cantando em tudo quanto era lugar: em casa, na escola, no carro, na sala de espera do médico, na rua, no parque, etc, etc. Ficava horas cantando dentro do banheiro. Aos doze anos, no ginásio, comecei a estudar violão. A partir daí percebi que cantar era realmente vital em minha vida. Apesar de ter estudado e me formado em outra área, segui paralelemente a carreira como cantora. No Rio de Janeiro, cantei em orquestras, bandas de bailes, barzinhos, festas, shows, estúdios e em shows solo. Aprendi muito ao trabalhar e me apresentar com o grupo vocal/cênico "Equale", sob a direção do maestro e arranjador Andre Protásio. Quando vi que cantar era e seria minha vida para sempre fui estudar impostação de voz, técnica vocal, solfejo, leitura e tirei carteira da Ordem e do Sindicato dos Músicos do Brasil.
Sua carreira está baseada nos EUA. Quem é, principalmente, o público de Rose Max?
Rose Max - Canto para americanos, europeus, hispanos, brasileiros, marcianos, venusianos, etc (risos). Meu público é formado principalmente por pessoas que gostam da boa música do Brasil. Mas de uns anos para cá temos nos apresentado mais para americanos, europeus e hispanos.
Porque motivo escolheu seguir carreira nos Estados Unidos?
Rose Max - Em 1993 tive um convite para vir a Miami me apresentar numa casa de shows durante um mês. Fiquei três anos e meio cantando neste local com contrato exclusivo. Tirei visto como cantora profissional e, posteriormente, a residência permanente. As coisas foram se sucedendo, acontecendo, aparecendo oportunidades e convites para shows e apresentações em diversos locais. Por isso, decidi ficar definitivamente nos Estados Unidos. Em 2004, fizemos uma temporada de shows no Brasil (São Paulo, São Luis do Maranhão, Rio de Janeiro e Porto Alegre) para lançar e promover o disco "Fresh by Ramatis featuring Rose Max", de música eletrônica. Uma das músicas deste disco (Marcia Rodinha) entrou na trilha sonora da novela Da Cor do Pecado, da Globo. Por conta disto, houve uma badalação e exposição muito boa do nosso trabalho por lá. Estamos pensando em levar "As cantoras do Brasil" para ser apresentado no Brasil. Costumo dizer que quem não sonha não realiza. Sempre tento e corro atrás.
O show também marcou o início das comemorações dos 10 anos do Brazilian International Press Award. Qual a importância desse prêmio para você?
Rose Max - Estreiamos o show dias 27 e 28 de janeiro no Broward Center for the Performing Arts, em Fort Lauderdale, Flórida. Me senti muito honrada ao ser convidada a dar o pontapé inicial à comemoração dos 10 anos de existência deste prêmio. Sou muito grata por ter ganho algumas vezes, como destaque de cantora brasileira residente e atuante neste país. Ainda mais tendo tantas cantoras brasileiras excelentes, talentosas e profissionais representando e divulgando a nossa cultura músical. É, com toda a certeza do mundo, uma grande honra!!!!!
Para finalizar, quais as expectativas em relação a este projeto?
Rose Max - Todos os envolvidos na produção deste show estão muito felizes com o sucesso do projeto. Lançaremos o DVD e, porteriormente, o CD em todo território americano. Faremos apresentações em maio em Newark, Boston, Connecticut e depois em New York, Atlanta, Orlando, Tampa e outras cidades mais. Sempre tive apoio e carinho do público brasileiro e principalmente de toda a imprensa brasileira de norte a sul, leste e oeste. A imprensa brasileira é fundamental para divulgação do nosso trabalho. Creio que é importante a comunidade prestigiar, valorizar e apoiar os artistas e músicos locais pois somos nós (não importa qual estilo) que divulgamos no dia-a-dia a cultura musical do Brasil e alegramos as noites, as festas, os barzinhos que a comunidade frequenta e se diverte.