Ansiosos por resolver sua situação financeira na América, muitos brasileiros voltam para o Brasil deixando um rastro de dívidas com bancos, financiadoras e até com amigos.
Para diversos brasileiros, deixar os Estados Unidos significa dar adeus às dívidas contraídas com financeiras, bancos, cartões de crédito e até com outros imigrantes. Num ato muitas vezes motivado pelo desespero de não conseguir resolver os problemas financeiros, é grande o número de imigrantes que segue para o Brasil a fim de fugir das contas pendentes. Se por um lado resolvem uma questão pessoal, por outro, deixam instituições, comércios e antigos colegas sem pagamento.
A housekeeper Glória Novaes, por exemplo, ficou “a ver navios” depois que uma colega voltou para o Brasil no início de junho. “Emprestei quase $5,000 para essa moça que era minha amiga, mas ela não avisou ninguém e simplesmente foi embora, sem pagar um centavo do que me devia”, conta. Desde então, Glória tenta localizar a ex-amiga, sem sucesso. “Descobri o telefone da casa da irmã dela no Brasil, mas ela não retorna minhas ligações. Acho uma falta de consideração enorme”, desabafa.
Casos como esse infelizmente são comuns em nossa comunidade. Uma vendedora de roupas de porta em porta, que preferiu não ser identificada, contou que teve prejuízo de $300 dólares em agosto. A conta foi feita por uma brasileira que deixou o país no início do mês. “Não recebi e sei que não vou receber, pois ela foi embora porque estava perdendo a casa por não conseguir pagar as parcelas. Tenho certeza que eu não sou a única que ela ficou devendo”.
Quem trabalha no mercado imobiliário está ainda mais acostumado a ver brasileiros voltando para o Brasil para fugir das parcelas vencidas. “Nos últimos meses tornou-se mais frequente; eles tentam resolver o pagamento, mas quando percebem que vão perder a casa, vão embora deixando tudo pra trás”, diz João Vieira, um agente que atua no mercado de mortgages na Flórida.
Apesar de saber que a atitude é uma consequência da aflição de não conseguir pagar o compromisso assumido, ele considera que deixar dívidas pendentes é uma decisão irresponsável. “Existem meios de solucionar esse problema, por isso, recomendo que os clientes joguem aberto e exponham suas dificuldades. Fugir dos problemas não é solução”.
Consequências na volta aos EUA
O que motiva brasileiros a tomarem a decisão de voltar para o Brasil, sem pagar as dívidas é, provavelmente, o fato de saberem que não sofrerão consequências fora dos EUA.
De acordo com a advogada Iara Nogueira Morton, a inadimplência acarreta em consequências para quem permanece nos EUA. “Quem não paga o financiamento perderá seu imóvel em processos de foreclosure. Além disso, o histórico de crédito desta pessoa ficará bastante danificado, e certamente afetará sua capacidade futura de obtenção de qualquer tipo de financiamento ou até mesmo para aprovação de um mero contrato de aluguel”, afirma. É bastante improvável que o credor inicie algum processo contra o inadimplente fora dos Estados Unidos, afinal, todo contrato envolve questões de territorialidade.
No entanto, mesmo que o imigrante se livre das dívidas fugindo para o Brasil, o retorno aos EUA poderia ficar bastante complicado. “Se o desfalque dado pelo imigrante chegar ao ponto de ser considerado fraude ou crime, ele poderá ser preso no momento de tentativa de entrada nos Estados Unidos, caso exista um mandado de prisão”, explica Dra. Iara.
entao gente
o negocio eh nao voltar mais
se precisar vai pro canada ou australia ou new zeland
america jah era
Wilson - Brasil 9/21/2007 12:13:29 PM
Os EUA sempre foram o país do consumo.Crédito fácil e ostentação sempre foi marca registrada do povo norte americano.O brasileiro se acostumou a ver a América como um local onde "só existe ricos"e isso não é verdade.Ao chegar à America o brasileiro é hipinotizado pela propaganda consumista e acredita que deve ter um carro enorme e novo para mostrar aos amigos que está se dando bem na vida.Isso é tão comum na cultura brasileira que é normal se ver no Brasil uma pessoa na rua aparentando trabalhar para uma multinacional,muito bem vestido,andando de carro novo e tomando cerveja nos dias de trabalho e se vangloriando aos amigos e quando vai se fazer uma análize da vida do cidadão ele mora num "buraco de cobra"que as vezes até a polícia tem medo de ir.O carro está financiado,as roupas foram compradas e não foram pagas seu nome está no SPC e SERASA e vai por ai a fora.Na verdade a maioria dos brasileiros que foram para os EUA também contraíram dívidas no Brasil e deram calote em muita gente aqui.Eu conheço um caso grave aqui na minha cidade.Deixar os EUA da forma que esses Brasileiros estão fazendo realmente é precipitação.A economia dos EUA é muito maior do que essas pessoas imaginam e logo haverá uma reviravolta na situação.Essa semana o governo anunciou a queda dos juros.Fala-se do balanço comercial negativo mas ele não chega a 1,2% da riqueza produzida no país.Quanto a emprestar dinheiro como no caso da Sra Glória Novaes não é aconselhavel a ninguém."Tolo é o homem que confia no homem".
Gil Borges - 10/4/2007 3:28:43 AM
Desde criança que sempre ouvia meu pai dizer: dinheiro, carro e mulher não se empresta pra ninguém.
O pior nessa história é que as instituições americanas acabam por decidir "excluir" cidadãos de certos países de seus programas de crédito e etc. Imagine bancos que hoje fornecem conta-corrente até para indocumentados e de repente deixam de fazê-lo por conta da irresponsabilidade de uns e outros!
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