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5/26/2007 - 14:15

Senado vota a favor da legalização dos imigrantes


Fonte: Agência BR NEWS

Da redação com agências

Na quinta-feira, 23, o Senado votou e aprovou a mais significante mudança no projeto de reforma migratória que está sendo debatido na casa. Com 66 votos a favor e 29 contra, os senadores mantiveram a cláusula que oferece status legal a cerca de 12 milhões de indocumentados que vivem hoje nos Estados Unidos.

De acordo com a proposta, os imigrantes que desejarem se legalizar terão que emitir um visto inicialmente – o visto Z – que será válido por quatro anos, sendo renovável por mais quatro. Durante esse período, os imigrantes podem solicitar a residência permanente, caso queiram permanecer nos Estados Unidos; sendo que para isso, terão que sair e retornar ao país legalmente em algum momento. Eles terão ainda que pagar multas e taxas, passarão por um procedimento de segurança e terão que provar que falam inglês para obter o green card.

O senador David Vitter, republicano da Louisiana e autor da emenda que propunha a eliminação do plano de legalização do projeto, considera a proposta uma anista e disse que a lei vai servir como um imã, encorajando mais imigrantes a virem ilegalmente.

O Senator de Massachusetts, Edward M. Kennedy, por sua vez, defendeu o programa, afirmando que para obter o status legal, os imigrantes terão que pagar multas e, em muitos casos, terão que estar empregados. “Legalização é importante para a segurança da nossa nação. Nós temos que saber quem está nos Estados Unidos. Legalização é importante para a prosperidade da nossa economia, e legalização é importante para as famílias. Você acha que deportaremos crianças – 3,5 milhões de crianças americanas que têm pais indocumentados?” declarou.

O presidente Bush endosou o argumento de Kennedy. “Você não pode chutá-los para fora. Essa solução é simplesmente irreal”, disse na quinta-feira, pressionando mais uma vez o Senado a aprovar a reforma.

Visto H1-B passa a custar $10 mil

Em outra votação também na quinta-feira, 23, o Senado aprovou uma emenda que eleva o valor da taxa de solicitação do visto de trabalho H1-B de $1,500 para $10 mil e o número de vistos concedidos anualmente de 65 mil para 165 mil.

Segundo a proposta, o dinheiro arrecadado com essa taxa deverá ser usado para financiar bolsas para cidadãos americanos estudarem matemática, engenharia, ciências médicas e informática. Os autores da emenda argumentam que os empregadores buscam estrangeiros para atuar nessas áreas porque não há mão de obra americana suficiente para cobrir a demanda.

Com as bolsas escolares “jovens americanos podem ter a educação que eles precisam para atuar nessas áreas, assim os empregadores não precisarão recorrer aos estrangeiros”, disse o senador Bernard Sanders, autor da proposta.

Guest Worker Program também é mantido

Outra cláusula que já foi votada é a que diz respeito ao programa de trabalhador convidado. Na terça-feira, 22, o Senado manteve no projeto de reforma migratória a proposta que permitirá a entrada de trabalhadores estrangeiros para ocupar funções que os americanos dispensam.

O “Guest Worker Program” permitirá que cerca de 200 mil trabalhadores estrangeiros ingressem nos Estados Unidos anualmente com visto que será válido por dois anos. Eles poderão ficar no país por três períodos consecutivos de dois anos, contanto que fiquem fora do país por um ano durante cada período.
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Comentários. Deixe o seu!

10 comentário(s)
Antonio Oliviera -
5/28/2007 4:25:09 AM
Esse Senador Herry Reid é firma na conduta. Só assim teremos uma reforma nas leis de imigração. Parabens.
 
Paulo - new jersey
5/29/2007 11:51:26 PM
10.000 por um H1B ??????
 
Fabiana - Ohio
5/30/2007 12:24:51 AM
Guess Worker Program ou GUEST Worker Program?
 
Karina - New Jersey
5/31/2007 1:18:34 PM
Ja e alguma coisa! Gracas a DEUS!
 
Marcello - Kirkaland wa
6/1/2007 6:24:43 PM
Cuidado pessoal, nao se empolguem muito. Mas ajuda e ajuda demais se ligarmos para os senadores e pedir a eles para aprovarem a reforma imigratoria. Boa sorte.
 
sheila - maryland
6/1/2007 9:36:00 PM
Quem vai garantir que eles vao nos deixar entra depois de pagarmos a multa ja que teremos que sair para podemos entrar legamentel o meu medo esta ai .Boa sorte para todos no .
 
Marcio Tesi - Washington,DC
6/2/2007 6:37:19 AM
Mas ainda nao eh Tudo !! Falta a camara dos representante (Deputados) e so ddepois o presidente decidira si sanciona ou nao a nova lei !! Vamos continuar lutando , cobrando e orando pra que esta situacao venha a se resolver de uma vez e nossas filhas, filhas e familias possam dormir em Paz e poder sonhar FREEDOM for everyone !!! PaZz.
 
FABIO - marietta
6/2/2007 4:51:46 PM
01/06/2007 - 19h30 - Atualizado em 01/06/2007 - 19h33 Bush pressiona Congresso para aprovar lei de imigração Presidente dos EUA diz que projeto é importante para a segurança do país. Regra vai afetar 12 milhões de imigrantes ilegais. Do G1, com informações da EFE entre em contato ALTERA O TAMANHO DA LETRA A-A+O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, aumentou nesta sexta-feira (1º) a pressão sobre o Congresso para que seja aprovado o projeto de lei de imigração que o Senado debate, e que conta com a oposição dos setores mais conservadores. "Entendo que é uma questão difícil para muita gente, que acredita que votar a favor da medida é um risco político", disse, ressaltando que, em sua opinião, o projeto de lei "não é arriscado". "O fato de ser uma questão difícil provavelmente quer dizer que temos que redobrar nossos esforços para levá-la adiante, e este é o momento de fazê-lo", afirmou Bush, que participava de uma sessão informativa na Casa Branca sobre o projeto de lei. O evento também contou com a presença dos secretários de Comércio americano, Carlos Gutiérrez, e de Segurança Nacional, Michael Chertoff. Esta é a segunda vez em quatro dias que o presidente americano defende o projeto de lei, que afirmou ser "muito importante" para o país e para a segurança nacional dos EUA. "Não importa o quão difícil possa parecer para alguns; do ponto de vista político, acredito firmemente que beneficia os interesses do país o fato de os cidadãos de Washington mostrarem coragem e firmeza, e aprovarem uma ampla reforma migratória", acrescentou. O projeto O projeto de lei, que começou a ser estudado pelo Senado na semana passada, após um acordo entre a maioria democrata e legisladores republicanos, encontrou a oposição de setores conservadores e liberais e do mundo empresarial. Saiba mais » Bush tenta impulsionar reforma da lei de imigração » No México, Bush promete reforma na imigração » Projeto no Senado dos EUA quer legalizar imigrantes por merecimento » Imigrantes marcham nos EUA pedindo reforma nas leis trabalhistas A regra prevê uma via para legalizar os cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos Estados Unidos. Estas pessoas poderiam obter um visto especial, o "Z", caso paguem os impostos atrasados e uma multa. Além disso, o chefe da família seria obrigado a retornar ao país de origem em um prazo de oito anos para tramitar a residência permanente. O projeto também cria um programa de trabalhadores temporários, que receberiam permissões de trabalho válidas por dois anos e que poderiam ser renovadas, no máximo, duas vezes. Para a renovação, no entanto, o titular deveria retornar a seu país de origem em um prazo de um ano. Originalmente, o projeto de lei previa a concessão de 400 mil permissões de trabalho temporárias por ano, mas uma emenda aprovada na semana passada reduziu este número para 200 mil. A proposta altera ainda o sistema para outorgar permissões de residência nos Estados Unidos, que passa a priorizar a educação e o domínio do idioma frente aos laços familiares. Opiniões As organizações de defesa dos imigrantes alegam que o projeto de lei sairia muito caro para os imigrantes ilegais que já estão no país, e dificultaria a reunião das famílias. Já os setores mais conservadores afirmam que a legalização dos imigrantes ilegais equivale a uma anistia. Bush rejeitou taxativamente estas afirmações, e garantiu que "o projeto de lei não é uma anistia". "Os que o chamam de anistia só tentam, em minha opinião, assustar o povo sobre o projeto de lei." "O projeto de lei reconhece que, caso alguém esteja aqui ilegalmente, haverá uma conseqüência a pagar. Podemos debater as conseqüências, mas não podemos debater que a medida inclui conseqüências para as pessoas que violaram nossas leis", afirmou o dirigente dos EUA. O Senado americano deve retomar o debate do projeto de lei na próxima semana, com o fim do recesso, que foi adotado esta semana, em homenagem aos mortos em guerras. Ainda estarão pendentes algumas emendas como a apresentada pela senadora democrata e pré-candidata à presidência Hillary Clinton, que pede que os cônjuges e filhos mais novos dos moradores permanentes sejam considerados "parentes imediatos" e, portanto, fiquem isentos do limite de vistos.
 
Marcio Tesi - DC
6/2/2007 11:14:41 PM
Vamos fazer Nossaparte acese ao site www.unmillondevocesunidas.org e assina o requirimento que sera enviando a senadores especificos revidincanco a reforma imigrtoria Ja !! PaZz. Marcio Tesi - Member LULAC
 
FABIO - marietta
6/4/2007 8:26:52 PM
Bush pressiona congresso por aprovação Grupo protesta em Washington, capital dos Estados Unidos e pede cidadania brasileira a nascidos no exterior São Paulo O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, aumentou ontem sua pressão sobre o Congresso americano para que seja aprovado o projeto de lei de imigração que o Senado debate. A reforma proposta por Bush sofre oposição dos setores mais conservadores. "Entendo que é uma questão difícil para muita gente, que acredita que votar a favor da medida é um risco político", disse o líder, ressaltando que, em sua opinião, o projeto de lei "não é arriscado". "O fato de ser uma questão difícil provavelmente quer dizer que temos que redobrar nossos esforços para levá-la adiante, e este é o momento de fazê-lo", afirmou Bush, que participava de uma sessão informativa na Casa Branca sobre o projeto de lei. O evento também contou com a presença dos secretários de Comércio americano, Carlos Gutiérrez, e de Segurança Nacional, Michael Chertoff. Esta é a segunda vez em quatro dias que o presidente americano defende o projeto de lei que, afirmou, é "muito importante" para o país e para a segurança nacional dos EUA. "Não importa o quão difícil possa parecer para alguns; do ponto de vista político, acredito firmemente que beneficia os interesses do país o fato de os cidadãos de Washington mostrar coragem e firmeza, e aprovarem uma ampla reforma migratória", acrescentou o dirigente americano. PROTESTO A capital americana, mais especificamente o gramado nos fundos da Embaixada brasileira, foi palco ontem de uma manifestação do grupo Brasileirinhos Apátridas. O clima era de festa de aniversário de criança, com direito a Ciranda Cirandinha, cachorros-quentes sendo servidos aos montes e meninos e meninas brincando com bolhas de sabão. Mas tratou-se de um protesto. O objetivo do grupo é derrubar uma emenda constitucional aprovada em 1994 que nega cidadania brasileira automática a filhos de brasileiros nascidos no exterior. Pela emenda, a nacionalidade brasileira só pode ser confirmada a quem reside no Brasil ou opta pela cidadania brasileira perante um juiz federal após completar 18 anos de idade. Enquanto isso não ocorre, a criança só conta com cidadania provisória. A jornalista Fernanda Black, 30, uma das 80 mães da região de Washington envolvida com o movimento, diz que a lei torna paradoxal a situação de crianças como sua filha, Sofia, de três anos, que nasceu na Alemanha. "Quando ela for visitar os avós no Brasil, vai ter de requerer um visto de turista (se não confirmar a cidadania)", diz. CIDADANIA PROVISÓRIA Assim como ocorre com muitas das crianças residentes em Washington com pais americanos e mães brasileiras, Sofia só conseguiu herdar a cidadania do pai, o americano Garth Black, 32. "Nós não sabíamos dessa lei. Minha filha é americana, mas é importante que ela tenha a nacionalidade brasileira", afirma Garth. 2/ junho/2007
 

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